
Swing de Campo Grande
Casuarina
Resistência e alegria em "Swing de Campo Grande" do Casuarina
Em "Swing de Campo Grande", o Casuarina utiliza a repetição da frase “Eu não marco touca, eu viro touca, eu viro moita” para ilustrar uma estratégia de adaptação e sobrevivência diante de situações adversas. Essa expressão, inspirada em conselhos populares e no contexto vivido pelos Novos Baianos durante a ditadura militar, funciona como metáfora para a necessidade de se camuflar e não se expor, especialmente em tempos de repressão. "Virar touca" e "virar moita" vão além do sentido literal de se esconder: representam uma postura flexível e criativa diante das dificuldades, algo presente tanto na filosofia dos Novos Baianos quanto na interpretação do Casuarina.
O verso “Minha carne é de carnaval, meu coração é igual” reforça o espírito festivo e irreverente do carnaval brasileiro, mas também serve como afirmação de identidade e resistência. O carnaval, nesse contexto, é mais do que uma festa; é um espaço de liberdade e expressão em meio à repressão. A referência a “aqueles que têm uma seta e quatro letras de amor” faz alusão ao cupido e à palavra “amor”, sugerindo que, onde houver amor e criatividade, qualquer lugar pode se tornar um “campo grande” — não só o bairro do Rio de Janeiro, mas um espaço simbólico de alegria e convivência. Assim, a música mistura leveza, malandragem e resistência, transmitindo uma mensagem de adaptação e celebração mesmo em tempos difíceis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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