
Coito das Araras
Cátia de França
Memória e saudade no sertão em “Coito das Araras”
Em “Coito das Araras”, Cátia de França utiliza o encontro das araras como metáfora para comunhão, pertencimento e memória. O título faz referência tanto ao local físico onde as aves se reúnem quanto a um espaço simbólico de lembranças e afetos compartilhados. Inspirada no conto “A Estória de Lélio e Lina”, de Guimarães Rosa, a música traz uma atmosfera de saudade e espera, expressa nos versos “Minha saudade, ansiedade / Vai no grito estrangulado do meu canto”. O papagaio, figura tradicional do sertão, aparece como símbolo de comunicação à distância, reforçando o sentimento de separação e o desejo de reencontro.
A letra também destaca elementos da cultura e da paisagem nordestina, como o gado, o “Berra Boi” e referências à fauna e flora locais, como araçá e peroba. Esses detalhes criam um ambiente nostálgico, onde o tempo parece não passar: “Tudo está como sempre foi”. A repetição desse verso sugere a permanência das tradições e do modo de vida, mesmo diante das ausências. No final, a lembrança da pessoa amada “correndo pela rodagem, despenteada, sorrindo” reforça o tom afetivo da canção, misturando saudade, distância e o desejo de reviver momentos marcantes. “Coito das Araras” celebra a memória, o pertencimento e a riqueza cultural do sertão, unindo literatura, música e sentimento de forma acessível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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