
A Flor do Maracujá
Catulo da Paixão Cearense
A fé sertaneja e a natureza em "A Flor do Maracujá"
Em "A Flor do Maracujá", Catulo da Paixão Cearense utiliza uma conversa com um sertanejo para explicar, de forma sensível, a origem da cor da flor do maracujá. A letra narra que, antes da crucificação de Jesus, a flor era completamente branca: “mais branco qui caridadi, mais brando do que o luá”. Segundo a canção, tudo mudou no momento em que o sangue de Cristo caiu sobre as flores aos pés da cruz, tingindo suas pétalas de roxo. Por isso, a flor do maracujá teria, até hoje, essas duas cores marcantes.
A música reflete a tradição oral do sertão, onde histórias são passadas de geração em geração, misturando fé e cotidiano. O sertanejo, com sua linguagem simples, transforma a flor em símbolo do sofrimento e da esperança. Trechos como “chorava us campu, as foia, as ribeira, sabiá tamém chorava” mostram que, para o povo, toda a natureza compartilha a dor do sagrado. Assim, Catulo revela como o sertanejo busca sentido nas pequenas coisas, usando a fé para explicar o mundo ao seu redor. A canção vai além de uma explicação sobre a cor da flor: fala de compaixão, respeito e da profunda ligação entre o homem, a natureza e o divino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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