
Beatriz
Cauby Peixoto
A dualidade entre realidade e fantasia em “Beatriz”
“Beatriz”, composta por Chico Buarque e Edu Lobo e interpretada por Cauby Peixoto, explora a linha tênue entre realidade e fantasia na vida de uma atriz. A letra utiliza perguntas como “será que é pintura o rosto da atriz?” para questionar o que é autêntico e o que faz parte da encenação, sugerindo que a figura da atriz é admirada, mas permanece distante e misteriosa. As dúvidas sobre sua identidade — se é “moça”, “triste”, “de louça” ou “de éter” — reforçam a ideia de que ela assume múltiplos papéis, tornando-se quase inalcançável até para si mesma.
O contexto do balé “O Grande Circo Místico” e a alteração do verso para “será que é divina a sina da atriz” aprofundam a reflexão sobre o destino da artista, sugerindo que sua trajetória é marcada por um brilho especial, mas também por solidão e vulnerabilidade. Trechos como “se ela chora num quarto de hotel” e “se ela só decora o seu papel” revelam a fragilidade por trás do glamour, mostrando que a felicidade é incerta e passageira, como em “para sempre é sempre por um triz”. A menção ao “arcanjo passar o chapéu” mistura o sagrado e o cotidiano, destacando que até o sucesso é instável. Assim, “Beatriz” constrói uma narrativa sensível sobre a busca por sentido e conexão em meio à ilusão e à exposição do palco.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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