
Menina Mimada
Cazuza
Ironia e autodefesa emocional em “Menina Mimada” de Cazuza
Em “Menina Mimada”, Cazuza utiliza uma ironia direta para expor o ciclo repetitivo de idas e vindas em um relacionamento marcado pela superficialidade. O narrador observa a protagonista, que sai cheia de atitude, mas sempre retorna arrependida, tentando reverter a situação com lágrimas e desculpas. O verso “Baby, eu conheço a tua história” mostra que o narrador já está acostumado com esse comportamento e não se deixa mais enganar pelas manipulações emocionais da menina. O tom debochado aparece em frases como “Você é tão fácil, menina mimada” e “Eu vou rimar tanta bobagem”, deixando claro o desprezo e a impaciência diante das reclamações e atitudes infantis da personagem.
O contexto da música, segundo relatos, reflete uma relação amorosa instável e sem profundidade, em que a protagonista se esconde atrás de acessórios e queixas, mas evita assumir responsabilidade por suas escolhas. O narrador rejeita o papel de vítima e ironiza até mesmo o novo pretendente da menina, chamado de “palhaço”, que a espera com flores e promessas vazias. No final, ao oferecer um maço de cigarros e lembrar “foi você mesma quem quis”, o narrador encerra a música com um tom de desprezo resignado, deixando claro que não vai mais participar desse jogo emocional. Tanto na versão original quanto na releitura de Cássia Eller, a canção mantém esse tom de sarcasmo, desilusão e autodefesa emocional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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