
Balada de Um Vagabundo
Cazuza
Liberdade e ironia em “Balada de Um Vagabundo” de Cazuza
Em “Balada de Um Vagabundo”, Cazuza adota um tom irreverente ao atribuir ao Sol a culpa por seu “viver destrambelhado”, usando a ironia para transferir a responsabilidade de suas escolhas para algo universal e incontrolável. Esse humor provocador aparece também quando ele declara ignorar “a rua, o bairro e a carteira de identidade”, rejeitando qualquer tentativa de ser rotulado ou enquadrado pelas normas sociais. A inspiração para a música veio de um episódio real em que Cazuza correu nu por um hotel, o que se reflete em versos como “dançarei pelado na cratera da lua”, símbolo de liberdade extrema e de um desejo de desafiar limites sem medo do julgamento.
A letra traz ainda metáforas urbanas para expressar sentimentos de deslocamento e busca de sentido, como em “maracujá de gaveta dum prédio, vazio num terreno baldio”, que sugere abandono e solidão em meio ao caos da cidade. Cazuza explora a mistura de opostos, como em “eu sou o beijo da boca do lixo na boca do luxo”, mostrando que sua identidade se constrói na convivência entre extremos e na recusa de uma moral simplista. O verso “um vício só pra mim não basta, é uma inflação de amor incontrolável” reforça a intensidade emocional e o excesso, marcas do artista e do movimento new wave em sua carreira solo. Assim, a música se apresenta como um manifesto de liberdade e um retrato irônico de quem escolhe viver à margem das expectativas sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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