
Narciso
Cazuza
Reflexão sobre identidade e aceitação em "Narciso" de Cazuza
A música "Narciso", de Cazuza, aborda de forma direta a busca pelo autoconhecimento e a construção da identidade, usando o mito grego de Narciso como metáfora central. O verso “Nós somos iguais na alma e no corpo” destaca a ideia de que o outro pode ser um espelho de nós mesmos, remetendo ao mito em que Narciso se apaixona por sua própria imagem. Esse espelhamento é reforçado pelo tom confessional da letra, que alterna entre desafio e compreensão, como em “Você que se cuide / E pare de me dar respostas prontas”, sugerindo um confronto com as próprias verdades e com a superficialidade das relações.
O contexto da época e a trajetória pessoal de Cazuza acrescentam camadas importantes à canção. Muitos críticos interpretam "Narciso" como uma reflexão sobre a bissexualidade do artista, especialmente ao tratar de temas como dualidade e aceitação. O trecho “Todo humano é santo / E pode amar, sim” desafia tabus e normas sociais, defendendo a liberdade de amar sem se prender a padrões impostos. A capa provocativa do álbum "Maior Abandonado" reforça essa postura de autenticidade e enfrentamento, características marcantes tanto da música quanto da figura de Cazuza. Assim, "Narciso" se destaca como um convite à aceitação de si mesmo e à celebração da individualidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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