
Por Que a Gente É Assim?
Cazuza
Contradições e autodestruição em “Por Que a Gente É Assim?”
A música “Por Que a Gente É Assim?”, de Cazuza, aborda de forma direta e irônica o fascínio por comportamentos autodestrutivos, muito presentes tanto na vida do artista quanto na cena do rock brasileiro dos anos 1980. O verso “Canibais de nós mesmos, antes que a terra nos coma” destaca a autocrítica de Cazuza: ele sugere que os próprios excessos e a busca constante por prazer acabam consumindo as pessoas por dentro, antes mesmo que o tempo ou a morte o façam. Essa ideia se conecta ao estilo de vida boêmio do cantor, mostrando uma consciência dos riscos, mas também uma aceitação — ou até celebração — desse ciclo de autodestruição.
A repetição de frases como “Mais uma dose? É claro que eu tô a fim” e “A noite nunca tem fim” reforça o desejo de prolongar o prazer e evitar o fim, seja da festa, do relacionamento ou da própria vida. O tom irônico aparece quando a letra brinca com a intensidade das relações, como em “Vê se ao menos me engole, mas não me mastiga assim” e “Você tem a vida inteira, baby, a vida inteira pra me devorar”. Esses versos mostram o duplo sentido entre o desejo de ser consumido pelo outro e o medo de ser destruído, revelando a complexidade das relações passionais e autodestrutivas. Assim, a música mistura crítica, humor e sinceridade para questionar por que as pessoas insistem em repetir comportamentos prejudiciais, mesmo sabendo de suas consequências.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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