
Vou Apertar
Cazuza
Cautela e resistência urbana em “Vou Apertar” de Cazuza
A música “Vou Apertar”, de Cazuza, gira em torno da frase “vou apertar, mas não vou acender agora”, que traz um duplo sentido importante. Literalmente, ela faz referência ao preparo de um cigarro de maconha, mas, de forma mais ampla, simboliza a necessidade de cautela diante da repressão policial e do risco de ser delatado. O ambiente urbano e a linguagem de rua aparecem em expressões como “boca tá assim de corujão”, indicando que os pontos de venda estão sob vigilância, e “dedo de seta adoidado”, que se refere a informantes prontos para denunciar os outros. Esses trechos mostram o clima de tensão e desconfiança vivido por quem circula nesses espaços.
Cazuza utiliza a metáfora do “apertar” sem “acender” para aconselhar prudência: é preciso esperar o momento certo para agir, principalmente quando “os homi da negra peu, o coro come a toda hora”, ou seja, quando a polícia está presente e o perigo é constante. Assim, a música vai além do tema do consumo de drogas e aborda a sobrevivência e a esperteza necessárias no cotidiano das ruas, onde a repressão e a vigilância são permanentes. Ao repetir o refrão, Cazuza reforça a importância do autocontrole e da estratégia, mostrando que, muitas vezes, o melhor é esperar o momento certo para agir.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Cazuza e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: