
O Tempo Não Para
Cazuza
Crítica social e resistência em “O Tempo Não Para” de Cazuza
Em “O Tempo Não Para”, Cazuza transforma sua experiência pessoal com o HIV e o preconceito em uma crítica social direta e poderosa. Ele utiliza imagens marcantes, como “minha metralhadora cheia de mágoas”, para expressar tanto sua dor quanto sua disposição de enfrentar as adversidades. O verso “A tua piscina tá cheia de ratos” faz uma crítica clara à corrupção e à hipocrisia das elites brasileiras, enquanto “Tuas ideias não correspondem aos fatos” denuncia o abismo entre o discurso e a realidade social do país.
A música também revela o cansaço diante da repetição dos problemas históricos do Brasil, evidenciado em “Eu vejo o futuro repetir o passado / Eu vejo um museu de grandes novidades”. Essa ironia mostra como as mudanças aparentes são, na verdade, a reciclagem de velhos problemas. Ao abordar temas como preconceito, desigualdade e marginalização — “Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro / Transformam o país inteiro num puteiro” —, Cazuza expõe o estigma social e a violência simbólica sofrida por minorias, além de criticar a exploração econômica e moral do país. O tom direto e crítico da letra, aliado ao contexto de sua vida e à situação política da época, faz de “O Tempo Não Para” uma canção que permanece atual e relevante em diferentes momentos da história brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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