
Azul e Amarelo
Cazuza
Dualidade e espiritualidade em “Azul e Amarelo” de Cazuza
Em “Azul e Amarelo”, Cazuza utiliza as cores do título para fazer referência ao orixá Logunedé do candomblé, símbolo de dualidade e espiritualidade. Essa escolha reforça o tom místico da música, que mistura figuras como anjos, fadas e gnomos para expressar a busca por proteção e companhia diante da vulnerabilidade. O verso “Anjos existem / E são meus inimigos / E são amigos meus” destaca a ambiguidade das forças ao redor do artista, refletindo tanto apoio quanto ameaça, o que pode ser interpretado como uma metáfora para os altos e baixos de sua saúde e emoções durante o enfrentamento da AIDS.
A letra também traz uma atmosfera de sonho e fuga, evidenciada em trechos como “drogas pra dormir” e “sono pesado, tudo meio drogado”, sugerindo o uso de substâncias como tentativa de escapar da dor física e emocional. A citação à canção “Autonomia”, de Cartola, no verso “não quero, não vou, não quero”, reforça o desejo de Cazuza de manter algum controle sobre seu destino, mesmo diante da proximidade da morte. O pedido “Senhores deuses, me protejam / De tanta mágoa” mostra uma entrega, mas o refrão repetido indica resistência e vontade de viver, mesmo em meio à fragilidade. Assim, “Azul e Amarelo” equilibra leveza imaginativa e introspecção, traduzindo o enfrentamento de Cazuza com a doença e a morte por meio de imagens lúdicas e espirituais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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