
Billy Negão
Cazuza
A marginalidade humana e irônica em “Billy Negão” de Cazuza
Em “Billy Negão”, Cazuza transforma o tradicional fora-da-lei do Velho Oeste em um personagem carioca, aproximando o mito do bandido lendário da realidade urbana do Brasil. A música apresenta Billy como alguém que, apesar da fama de durão, é guiado por sentimentos, como mostra o verso “Eu só marco touca é com o coração”. Isso revela um personagem mais humano, vulnerável e distante dos estereótipos de herói ou vilão.
A letra narra, com tom descontraído e irônico, as pequenas infrações de Billy, como “bati uma carteira pra pagar o meu pivô”, mostrando que seus delitos têm motivações pessoais e afetivas, não maliciosas. A sequência de ser dedurado, perseguido, baleado e preso evidencia a marginalização e a falta de glamour da vida do bandido comum, diferente dos mitos heroicos. O refrão “Billy dançou, coitado” reforça a ideia de tragédia cotidiana, apresentando Billy mais como vítima das circunstâncias do que como vilão. A mistura de rock e blues na música reforça o clima de rebeldia e melancolia, dialogando com influências de artistas como Jimi Hendrix e Janis Joplin. Assim, “Billy Negão” se destaca como um retrato crítico e bem-humorado da marginalidade no Brasil dos anos 1980.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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