
Doralinda
Cazuza
Afeto e ironia nas promessas de "Doralinda" de Cazuza
Em "Doralinda", Cazuza utiliza a ironia logo nos primeiros versos ao dizer que gostaria de dar à amada "a lua, só que pintada de verde" e "todo o dinheiro falso do mundo". Essas imagens exageradas funcionam como uma crítica bem-humorada às promessas grandiosas e vazias feitas em nome do amor, mostrando que o sentimento verdadeiro não depende de gestos extravagantes ou bens materiais. O tom leve da canção é reforçado pela lista de presentes improváveis, como um carro conversível forrado de branco, uma viagem de navio branco e um sapato com salto de brilhante, sempre com exagero que revela mais carinho do que ostentação.
A letra também brinca com a idealização e valoriza a simplicidade do cotidiano. Ao chamar Doralinda de "minha Olívia Palito", Cazuza faz referência à personagem magra e tímida dos desenhos animados, destacando a beleza discreta e a personalidade reservada da amada. O contraste entre os presentes luxuosos e a cena doméstica de Doralinda lavando roupa com "cheirinho de sabão" reforça a importância do afeto simples e do convívio real. O desejo de dar uma máquina de lavar, secar, lavar prato e até ensinar inglês mistura cuidado prático com admiração, tratando Doralinda como uma "rainha" em seu universo particular. No final, a música celebra a beleza do que é simples e inevitável, como no verso "o que tem que ser já é bonito, Doralinda", resumindo o espírito leve, amoroso e irônico da parceria entre Cazuza e João Donato.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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