
Garota de Bauru
Cazuza
Rebeldia e autenticidade feminina em “Garota de Bauru”
Em “Garota de Bauru”, Cazuza utiliza ironia já no verso “A garota de Bauru / Não é um sanduíche”, brincando com o nome do famoso lanche e, ao mesmo tempo, rejeitando a objetificação da protagonista. A personagem é apresentada como símbolo de rebeldia e autenticidade, enfrentando pressões familiares e sociais. Ela desafia padrões ao usar “minissaias sem bainha”, frequentar shows de rock e não se abalar diante das críticas dos pais, que a chamam de “puta” e “maluca”. O contexto da época, marcado por polêmica em Bauru devido à suposta ofensa à moral local, reforça o tom provocativo da música e evidencia o conservadorismo e a hipocrisia de parte da sociedade.
A menção à “Janis Joplin de Bauru” aproxima a garota da imagem da cantora americana, conhecida por sua autenticidade e rebeldia, sugerindo que a protagonista busca viver conforme seus próprios desejos, mesmo enfrentando preconceito e solidão. O trecho “nunca vai vestir seu vestido de noiva / E o véu que esconde a grande guerra” mostra sua recusa em seguir o roteiro tradicional imposto às mulheres, preferindo buscar felicidade e identidade fora dos padrões. A música também destaca a cultura pop e o rock como refúgio e inspiração para a jovem, que encontra nesses universos uma forma de expressão e pertencimento. Por fim, a ideia de “fugir e achar a sua família” sugere que a verdadeira família pode ser formada por pessoas que compartilham valores e sonhos, e não apenas por laços de sangue.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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