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Cazuza
Crítica à mídia e banalização em “Jornais” de Cazuza
Em “Jornais”, Cazuza utiliza ironia para mostrar como notícias banais e absurdas, como “XUXA peida e se caga” e “Fulana de tal usa Ban sem cheiro”, aparecem lado a lado com relatos de violência e acontecimentos chocantes. Essa justaposição revela um cotidiano saturado de informações, onde tragédias e futilidades dividem espaço nas páginas dos jornais. O resultado é uma sensação de dessensibilização e banalização do absurdo, já que o público se acostuma a ver todo tipo de notícia misturada, perdendo o impacto diante do sofrimento real.
O verso “Jornais são perigosos / Porque você pode chorar / Eu choro, eu leio jornais” destaca como o excesso de notícias pode tanto provocar sofrimento quanto gerar apatia. Cazuza também ironiza a relação de dependência com a mídia ao dizer “Não vivo sem jornais / Cubro minha casa com jornais / E ainda servem pra embalar o lixo”. Ele aponta o valor passageiro da informação, que logo se torna descartável, mas ainda assim é central no cotidiano. Ao citar figuras da cultura pop como Mickey Rourke e Almodóvar, Cazuza mostra como o noticiário se mistura ao entretenimento, reforçando a crítica ao sensacionalismo e à superficialidade da mídia, além de refletir sobre o impacto disso nas emoções e na percepção da realidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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