
Mal Nenhum
Cazuza
Vulnerabilidade e ironia em "Mal Nenhum" de Cazuza
Em "Mal Nenhum", Cazuza expõe sua vulnerabilidade e autocrítica ao repetir "eu não posso causar mal nenhum / a não ser a mim mesmo". Essa frase, central na música, mostra uma visão marcada pela autodestruição, mas também traz uma ironia defensiva diante do julgamento das pessoas ao seu redor. O artista, recém-saído do Barão Vermelho e começando sua carreira solo, usa versos como "me deixem, bicho acuado / por um inimigo imaginário" para se comparar a um animal encurralado, sugerindo que seus maiores conflitos são internos e não representam perigo real para os outros, apenas para si mesmo.
A letra mistura introspecção e ironia, principalmente quando Cazuza pede para não chamarem o síndico, a polícia ou o hospício, ironizando a reação exagerada das pessoas ao seu sofrimento. O contexto da parceria com Lobão e o momento de transição pessoal do cantor reforçam o tom confessional da música, que aborda temas como solidão, autossabotagem e a sensação de ser incompreendido. Quando afirma que as guerras são tristes, mas "não têm nada de mais", Cazuza minimiza sua dor diante dos outros, mas reconhece o peso que ela tem sobre si. Assim, a canção se apresenta como um desabafo sincero sobre a luta interna de quem sente que só pode ferir a si mesmo, mesmo quando o mundo reage como se ele fosse uma ameaça.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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