
Perto do Fogo
Cazuza
Contracultura e resistência em “Perto do Fogo” de Cazuza
“Perto do Fogo”, de Cazuza, destaca-se por unir referências à contracultura hippie e rituais ancestrais a uma visão crítica sobre o futuro. O desejo de estar “perto do fogo” funciona como metáfora para a busca por intensidade, liberdade e autenticidade. Essa imagem remete tanto à comunhão dos hippies ao redor da fogueira quanto a práticas coletivas da Idade Média, sugerindo resistência e celebração em grupo. A menção à “queima de erva” reforça o tom rebelde e libertário, associando o uso da maconha à contestação e à busca por experiências alternativas.
No trecho “Quando tudo explodir / É, mas não vai explodir nada”, Cazuza expressa desencanto com as promessas de grandes mudanças. Isso se intensifica quando ele projeta o futuro: “No ano 2020 eu vou ter o que, 72, 73 anos? Vai ser tudo igual”. Aqui, o artista adota um tom nostálgico e irônico, sugerindo que, apesar das expectativas de transformação, a essência da sociedade permanece a mesma. Imagens como “gavião no peito” e o desejo de ser “uma flor nos teus cabelos de fogo” misturam força, liberdade e delicadeza. Já “no coração da cidade / defendendo a liberdade” reafirma o espírito contestador e o anseio por viver intensamente, mesmo diante do conformismo do tempo. A repetição de “fogo” ao longo da música reforça o chamado à paixão, resistência e autenticidade diante de um mundo que pouco muda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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