
Quarta-feira
Cazuza
Solidão e afeto cotidiano em "Quarta-feira" de Cazuza
"Quarta-feira", de Cazuza, explora a mistura entre rotina, solidão e o desejo de afeto em meio ao cotidiano. A escolha do título, um dia comum e sem destaque, reforça o clima de monotonia e melancolia que atravessa a música. Logo no início, o verso “Livro depressivo / Na areia da praia / Eu banco o depressivo” mostra o narrador em um momento de vulnerabilidade, usando a praia – geralmente associada à alegria – como cenário para introspecção e solidão.
A menção à "Constante Ramos", rua de Copacabana, traz um elemento de realidade e proximidade, sugerindo o desejo de caminhar junto, enfrentando juntos as dificuldades do dia a dia, como em “dois gigantes enfrentando os ônibus”. Cazuza utiliza personagens do cotidiano para ilustrar diferentes formas de solidão e esperança: o “menino triste” que quer ser herói, a “dama sem cara” com “bolsas vazias” e as “mulatas” que sonham com resgates improváveis. O verso “Eu ando apaixonado por cachorros e bichas, duques e xerifes” valoriza a lealdade e o afeto simples, representados por cães e figuras marginalizadas, que “sabem que amar é abanar o rabo, lamber e dar a pata”. Essa metáfora direta contrasta o amor incondicional dos animais com as relações humanas, muitas vezes marcadas por expectativas e decepções. Assim, a música mistura ironia, melancolia e um olhar afetuoso sobre o cotidiano, revelando o desejo de conexão genuína em meio à rotina e à solidão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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