
Malandragem
Cazuza
Contrastes de inocência e maturidade em “Malandragem”
A música “Malandragem”, composta por Cazuza, aborda o conflito entre a inocência da juventude e as exigências da vida adulta. A letra foi originalmente escrita para Angela Ro Ro, retratando-a como uma “garotinha”, o que gerou uma ironia, já que Ro Ro recusou a canção por não se identificar com essa imagem. Quando Cássia Eller gravou a música, sua interpretação trouxe um tom mais reflexivo e provocador, destacando o desejo de preservar a liberdade e a ingenuidade mesmo diante das responsabilidades do cotidiano. Isso fica claro em versos como “eu ando nas ruas, eu troco um cheque, mudo uma planta de lugar, dirijo meu carro, tomo o meu pileque”, que mostram a rotina adulta, mas também a busca por manter algo da juventude.
O pedido por “um pouco de malandragem” é fundamental para entender a canção. No Brasil, “malandragem” vai além de esperteza; é a capacidade de se adaptar e sobreviver, muitas vezes driblando regras rígidas. Ao afirmar “pois sou criança e não conheço a verdade”, a letra sugere que a malandragem é uma forma de lidar com as decepções e dificuldades da vida adulta, especialmente quando os sonhos infantis, como o do príncipe encantado, não se realizam. A repetição de “eu sou poeta e não aprendi a amar” reforça a imagem de alguém sensível e criativo, mas ainda em busca de maturidade emocional, oscilando entre fantasia e realidade com um olhar irônico e autocrítico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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