Perfume Song
Cecelia Condit
Contraste entre inocência e absurdo em “Perfume Song”
Em “Perfume Song”, Cecelia Condit cria um contraste marcante entre a leveza quase infantil do tom e o conteúdo sombrio da narrativa. A música começa com um diálogo aparentemente trivial entre duas mulheres sobre perfumes, mas logo se transforma em um relato grotesco envolvendo a tia Kate e seu poodle. O episódio do poodle colocado no micro-ondas, contado de forma casual e até cômica, exemplifica como situações cotidianas podem esconder perigos e absurdos inesperados. Essa justaposição entre o comum e o macabro é uma característica recorrente no trabalho de Condit.
O humor negro e o absurdo aparecem especialmente na reação repetitiva de negação — “no no no no no no no no, silly!” — que reforça o tom excêntrico da música. Esse recurso destaca como temas de violência e morte podem ser tratados de maneira quase banal em certos contextos, desafiando expectativas sobre o que é considerado feminino ou doméstico. A proposta de Condit de criar "contos de fadas feministas" se manifesta ao explorar a psicologia da violência e da sexualidade, subvertendo mitologias tradicionais. Ao final, o retorno ao tema do perfume e a despedida animada entre as personagens sugerem uma tentativa de normalizar ou suprimir o desconforto causado pela história, mostrando como o cotidiano pode mascarar traumas e absurdos sob uma aparência de normalidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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