
Bemba Colorá
Celia Cruz
Orgulho e identidade afro-cubana em “Bemba Colorá”
Em “Bemba Colorá”, Celia Cruz transforma uma característica física — os lábios vermelhos e carnudos, tradicionalmente ligados à ancestralidade africana — em símbolo de orgulho e identidade. A artista utiliza a frase repetida “Pa' mí, tú no eres na', tú tienes la bemba colora'” (Para mim, você não é nada, você tem a boca vermelha) de forma bem-humorada e provocativa, destacando que, independentemente das atitudes ou aparências, o que realmente chama atenção é a marca da herança afro-cubana.
O contexto histórico é fundamental para entender a força da música. “Bemba colorá” já foi uma expressão usada de maneira pejorativa, mas Celia Cruz a ressignifica como motivo de celebração. Ao convidar a pessoa a cantar sua rumba, seu son, sua guarachita e seu danzón, a canção valoriza os ritmos afro-cubanos e, por consequência, a cultura negra de Cuba. O tom leve e animado, presente em frases como “Oye, negro, ¿tú no te has visto la bemba?” (Ei, negro, você não viu sua boca?), mostra como Celia Cruz usa o humor para afirmar a beleza e o valor da identidade negra, transformando o que poderia ser motivo de preconceito em celebração. Assim, “Bemba Colorá” se torna tanto uma brincadeira quanto um hino de orgulho afro-cubano, celebrando a diversidade e a alegria de ser quem se é.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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