Santa Bárbara
Celina Y Reutilio
Sincretismo e identidade em “Santa Bárbara” de Celina Y Reutilio
“Santa Bárbara”, de Celina Y Reutilio, destaca o sincretismo religioso cubano ao unir a santa católica Santa Bárbara ao orixá Changó da santeria afro-cubana. O refrão “Que viva changó” (Viva Changó) vai além de uma expressão de fé: é um símbolo de resistência e afirmação da identidade afro-cubana, já que Changó representa força, justiça e proteção — qualidades também atribuídas a Santa Bárbara no contexto cubano.
A letra transmite respeito e alegria, como nos versos “Santa Bárbara bendita, para ti surge mi lira” (“Santa Bárbara bendita, para você surge minha lira”) e “Con alegría y ternura, quiero llevar mi trovada” (“Com alegria e ternura, quero levar minha trova”), evidenciando a intenção de homenagear e pedir bênçãos à santa/orixá. O trecho “pidiendo que desde el cielo nos envíes tu consuelo, y tu santa bendición” (“pedindo que, do céu, nos envie seu consolo e sua santa bênção”) reforça o papel de Santa Bárbara/Changó como protetora espiritual. O contexto histórico da canção, que mistura a música guajira com elementos da santeria, mostra como a obra legitima e valoriza as raízes africanas na cultura cubana, aproximando o sagrado católico das tradições afrodescendentes. Ao mencionar Cuba diretamente em “Y en el nombre de mi Cuba, este saludo te envío” (“E em nome da minha Cuba, envio esta saudação a você”), a música se transforma em um hino de orgulho nacional e união cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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