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Polaróides

Celso Fonseca

LetraSignificado

    Memórias e efemeridade em “Polaróides” de Celso Fonseca

    Em “Polaróides”, Celso Fonseca utiliza a imagem das fotografias instantâneas para refletir sobre a passagem do tempo e a natureza transitória das emoções. O título e versos como “Disparo outra vez polaróides e o tempo dispara / E a noite revela que o tempo da noite acabou” mostram como momentos e sentimentos são capturados apenas por instantes, logo se tornando lembranças. A música propõe uma meditação sobre a efemeridade, destacando como até as experiências mais intensas rapidamente se transformam em passado.

    O cenário do Leblon, descrito como uma “paisagem noir”, reforça o clima introspectivo e melancólico da canção. O narrador expressa solidão e vazio – “Vazia a casa por dentro, em volta nada” – e revela o desejo de eternizar o amor: “Eu quero que tudo pra nós seja verão eterno / E dure no inverno o que dura o perfume da flor”. Essa busca por permanência, mesmo sabendo que tudo é passageiro, é central na letra. Imagens como “asteróides” e “vento” sugerem fuga e transformação, enquanto a recusa em ir à festa para ficar com quem ama mostra uma entrega íntima, ainda que marcada pela incerteza. A parceria entre Celso Fonseca e Ronaldo Bastos resulta em uma canção que transforma a saudade e a impermanência em beleza contemplativa, unindo sofisticação musical e sensibilidade poética.

    Composição: Celso Fonseca, Ronaldo Bastos. Essa informação está errada? Nos avise.

    O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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