
Duas e Quinze
Celso Viáfora
Contrastes urbanos e saudade em “Duas e Quinze” de Celso Viáfora
Em “Duas e Quinze”, Celso Viáfora retrata o sentimento de deslocamento e saudade ao comparar a vida no interior com a agitação de São Paulo. O verso “Duas e quinze eu ouço cantar um galo / meio empurrando a noite pro sol nascer” destaca um momento de silêncio e solidão, em contraste com o ritmo intenso da cidade. A música mostra como a tranquilidade do interior, inicialmente atraente, pode se tornar vazia para quem está acostumado ao movimento constante da metrópole. Isso fica claro no trecho “Essa de ficar na paz / pousar na rede e repousar / no começo é bom demais / mas, depois, bate o vazio”, que evidencia a busca por pertencimento e sentido.
O contraste entre o campo e a cidade é aprofundado quando o compositor afirma preferir “o barulho infernal do coro da multidão” ao silêncio do interior, valorizando o caos urbano como espaço de convivência e possibilidades. A menção ao boteco paulistano, com samba, caxambu e “moça pra casar”, reforça que, para Viáfora, a verdadeira riqueza está nas relações humanas e na vida pulsante da cidade. Elementos típicos do interior, como “pescar pacu de bote no meio do rio”, são usados para destacar essa comparação e mostrar que, apesar das vantagens do campo, é em São Paulo que ele encontra sua identidade e alegria.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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