
Balseiros do Rio Uruguai
Cenair Maicá
Cotidiano e cultura em "Balseiros do Rio Uruguai"
"Balseiros do Rio Uruguai", de Cenair Maicá, retrata com autenticidade o dia a dia dos balseiros que transportavam madeira pelo rio Uruguai. A letra destaca tanto o trabalho árduo quanto os momentos de lazer desses trabalhadores, mostrando como a vida ribeirinha era marcada por desafios e celebrações. O trecho “Se chegar ao Salto Grande / me despeço deste mundo, / rezo a Deus e a São Miguel e / solto a balsa lá no fundo” revela o medo diante dos perigos naturais, enquanto “só pra ver as correntinas / e bailar um chamamé” mostra o desejo de aproveitar a cultura local, dançar e se divertir.
Cenair Maicá, criado às margens do rio Uruguai, traz para a música uma visão baseada em experiências reais, valorizando a cultura gaúcha e missioneira. A referência às “correntinas” (mulheres de Corrientes, na Argentina) e ao chamamé (dança típica da região) reforça a integração cultural entre Brasil e Argentina, algo presente no cotidiano dos balseiros. Além disso, a chegada da enchente, vista como oportunidade de trabalho — “Oba, viva veio a enchente / o Uruguai transbordou / vai dar serviço prá gente” —, evidencia a relação direta entre a natureza e o sustento desses homens. A canção, assim, celebra o respeito pelo rio e a riqueza da vida simples, marcada por trabalho, tradição e alegria.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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