
Canto Dos Livres
Cenair Maicá
Liberdade e resistência em “Canto Dos Livres” de Cenair Maicá
Em “Canto Dos Livres”, Cenair Maicá faz uma crítica direta àqueles que “cantam por conveniência agradando os senhores”, deixando claro seu posicionamento contra a repressão e a censura da Ditadura Militar. Nesse período, a música foi proibida e os discos de Maicá chegaram a ser apreendidos, o que reforça o tom de resistência presente na canção. Ao rejeitar a submissão, Maicá valoriza o canto livre como uma forma autêntica de expressão e resistência, defendendo que cantar deve ser um ato de liberdade, não de servidão.
A letra destaca o poder do canto como fonte de alívio e esperança, especialmente no verso “quem canta refresca a alma, cantar adoça o viver”. O desejo de se unir ao povo em um “canto simples de amor e verdade” expressa o anseio por uma sociedade mais justa, onde não seja preciso clamar por liberdade ou lamentar as misérias e guerras. As referências à natureza, como o canto dos pássaros ao amanhecer e a celebração da primavera, reforçam a busca por uma vida harmoniosa, distante das “prisão dos homens e da fome”. Dessa forma, a música se transforma em um manifesto pela autenticidade, pela paz e pela valorização das raízes culturais gaúchas, ao mesmo tempo em que denuncia, de maneira esperançosa, as limitações impostas pelo contexto político da época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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