
Homem Rural
Cenair Maicá
Desigualdade e solidão em "Homem Rural" de Cenair Maicá
Em "Homem Rural", Cenair Maicá retrata a vida do trabalhador do campo marcado pela alienação e pela falta de reconhecimento. O verso repetido “enxada na terra alheia nunca traz dia melhor” destaca a sensação de impotência de quem trabalha duro, mas permanece distante dos benefícios e do respeito social. A música mostra como esses trabalhadores dedicam a vida ao serviço, mas acabam esquecidos, sem colher os frutos do próprio esforço e com seus sonhos apagados pelo tempo.
A letra ganha um tom ainda mais melancólico ao narrar a migração do campo para a cidade. O personagem, já cansado e envelhecido, busca uma vida melhor na capital, mas encontra apenas solidão e abandono: “Perdido na capital, na esperança de mais vida / Chegou, ficou e esperou por uma mão estendida”. Maicá se inspira em histórias reais de camponeses, dando voz a uma classe frequentemente ignorada. A crítica social aparece quando a letra questiona o valor da ciência e da previdência para o agricultor pobre, mostrando a negligência das instituições. Assim, "Homem Rural" se destaca como um retrato direto das injustiças enfrentadas pelo trabalhador rural, transmitindo emoções de resignação, esperança frustrada e a busca por dignidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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