
Labirinto
César Menotti & Fabiano
“Labirinto” e a dignidade na perda e recomeço sertanejo
Em “Labirinto”, de César Menotti & Fabiano, o eu lírico oscila entre a pose de força — “deixa do jeito que tá, eu me viro sozinho” — e a confissão de que está preso a um “labirinto” sem saída. Essa tensão sustenta um luto contido: há impulso de seguir em frente, mas a memória do “amor de uma vida” pesa. Trechos como “Sonhos, planos... Tudo aquilo que vivemos se perdeu” fazem um inventário direto da perda, enquanto “foi tão lindo, foi tão bom” reconhece o que houve de valioso sem azedar a despedida. Ao afirmar “Não quero explicação”, ele traça um limite: evitar justificativas que reabririam feridas e carregar a dor com dignidade.
O título concentra a metáfora do pós-término: desorientação e desamparo — “Nesse labirinto, solidão parece não ter saída”. A imagem se desdobra em dois planos. No interno, memórias e saudades emperram o movimento. No prático, rotinas terão de ser reinventadas, daí o desejo de “achar outro caminho”. Lançada em 2010 no álbum “Retrato - Ao Vivo no Estúdio”, a faixa ganhou projeção rápida nas rádios, com estreias em 1º lugar em praças como São Paulo e Porto Alegre, e entrou na trilha de “Araguaia”. Esse contexto ampliou a identificação do público com uma narrativa cara ao sertanejo: aceitar a perda, guardar as lembranças e, mesmo tateando, continuar andando.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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