Tradição e memória rural em “O Sonho” de César Oliveira e Rogério Melo
A música “O Sonho”, de César Oliveira e Rogério Melo, retrata como o sonho do homem do campo está profundamente ligado ao cotidiano e às tradições gaúchas, tornando-se parte inseparável da vida rural. Expressões regionais como “encilhando um mouro”, “xergas tão velhas” e “chuliando cancelas” reforçam a autenticidade do ambiente e mostram que o sonho não é algo distante, mas está presente nos pequenos gestos, objetos e paisagens do pampa. Esses elementos são símbolos de uma memória afetiva e de um modo de vida que resiste ao tempo, características marcantes da música nativista do Rio Grande do Sul.
A letra traz um tom nostálgico ao sugerir que o sonho “ficou negaciando na costa de um mato” ou “nas ramadas, encilhando um mouro”, indicando que ele pode ter se perdido nas rotinas e lembranças do passado, mas ainda sobrevive em detalhes como o cheiro do campo, o suor nas xergas e o som das madrugadas. A imagem do sonho que “galopa num vento desfiando saudades” mostra como desejo e saudade caminham juntos, impulsionados pela memória e pela tradição. No final, a esperança de que “os gritos da pampa” possam romper o silêncio e restaurar a paz do galpão reforça que, apesar das mudanças, o sonho do campo permanece vivo, sustentado pela cultura e pelo sentimento de pertencimento à terra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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