
Tempo Feio
César Oliveira e Rogério Melo
Resiliência e cotidiano gaúcho em “Tempo Feio”
A música “Tempo Feio”, de César Oliveira e Rogério Melo, retrata de forma autêntica as dificuldades enfrentadas no cotidiano rural gaúcho, sem recorrer à idealização ou ao drama exagerado. Termos como “tempito cabuloso” e “garoa galopeada de minuano” vão além de simples descrições do clima, funcionando como símbolos das adversidades constantes vividas por quem trabalha no campo. O uso de expressões regionais, como “poncho castelhano” (um tipo de capa tradicional) e “ramenzone” (chapéu típico), reforça a conexão do personagem com a cultura local e com os recursos que utiliza para enfrentar o mau tempo.
A letra evidencia como o clima afeta diretamente a rotina e o trabalho rural, citando atrasos na “esquila das oveia” e as dificuldades para lidar com os animais, o que mostra a dependência do campo em relação ao tempo. Trechos como “minhas alpargata tão virada nuns tamanco / e eu não agüento mais usar bota de goma” ilustram o desgaste físico e a necessidade de adaptação diante das adversidades. Apesar dos desafios, a música também destaca pequenas vitórias e soluções criativas, como salvar a vaca “na cincha do pingo mouro” e garantir alimento para os cães com as “achúrias”. “Tempo Feio” valoriza a resiliência do homem do campo e celebra a cultura gaúcha, mostrando como é possível superar as dificuldades do dia a dia com criatividade e força.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de César Oliveira e Rogério Melo e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: