Tradição, coragem e saudade em “Peñarol” de César Oliveira e Rogério Melo
Em “Peñarol”, César Oliveira e Rogério Melo contam a história de um galgo batizado em homenagem ao tradicional clube uruguaio, símbolo de força e respeito. O nome escolhido para o cachorro não é apenas uma referência esportiva, mas carrega valores profundamente ligados à cultura gaúcha, como tradição, coragem e orgulho. O animal, que chega franzino de Tacuarembó, surpreende ao se tornar campeão em corridas e caçadas, mostrando que, no campo, determinação e bravura superam qualquer limitação de origem ou aparência. A letra destaca conquistas marcantes, como quando o galgo consegue “ganhar dezoito carreiras e os galgos desta fronteira / Entupir os olhos de pó”, reforçando o prestígio do animal entre os peões e o orgulho do dono.
O momento mais intenso da música é o duelo com o “sorro baio”, uma raposa que ameaçava o gado. Mesmo ferido por um tiro acidental, Peñarol não desiste e cumpre sua missão, agarrando o animal “das goélas” e finalizando a luta antes de morrer. Essa cena simboliza a lealdade e a coragem típicas do universo campeiro. O uso de expressões regionais como “sanga”, “capão” e “cosa de macho com macho” aproxima a narrativa do cotidiano do campo, tornando a história do galgo um verdadeiro “causo” de superação e respeito às tradições. O final, com a lembrança do cachorro enterrado no campo florido e a saudade sentida ao pôr do sol, ressalta a força dos laços entre homem e animal no interior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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