exibições de letras 79

Bailongo de Fronteira

César Oliveira

Letra

    De vez em quando
    Me gana arrastá o de baixo
    Sou taura macho encabichado por vaneira
    Solto das patas no compasso da chorona
    E as redomonas não refugo por matreiras

    Sábado a tarde me tapo de água de cheiro
    Que três ontonte encomendei de lá do povo
    No baio-ruano quebro o cacho de oito galhos
    Hoje me espalho na bailanta sem retovo

    Boleio a perna quando a Lua vem surgindo
    Deixo dormindo o pingo baio, acendo um pito
    Da manada é o mais manso, criado guaxo
    Se me emborracho, me traz pra o rancho solito

    Lenço encarnado fazendo jogo com o pala
    Entro na sala arrastando os meus talher
    O quero quero não sai do cabo da faca
    Casca de vaca pra amansar louco e mulher

    As gadelhudas vão remexendo as cadeiras
    Pego a primeira que cruzar de toco em pé
    Saio charlando no balanço da vaneira
    E a polvadeira vai beijando o Santa-fé

    Lá na fronteira, no costado do Uruguai
    Às vezes sai um bate-coxa debochado
    No entreveiro, contra um lote, saio listo
    Se, pelo um Cristo, me cambeio pro outro lado

    Composição: Adriano Gomes / Anomar D. Vieira / Juliano Gomes. Essa informação está errada? Nos avise.

    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de César Oliveira e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção