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Refrão de Pampa e Guitarra

César Oliveira

Letra

    Pra nós que somos iguais,
    O pampa é pátria e querência
    Buscamos a mesma essência
    Rastreando o tempo de outros

    No mesmo rumo de andantes
    Sovando alma e basteira
    Amando a mesma bandeira
    Galpão, estância e cavalo

    Estes versos são regalos
    Pra nós, guardiões de fronteira

    Necessita ser crioula a alma dos que virão
    Porque o vazio do galpão desaba nos cavaletes
    A carência dos ginetes que enforquilharam essência
    Que o Rio Grande deve por consciência ao índio de a cavalo

    O orgulho de cantá-lo no refrão dessa querência
    Homens de campo, centauros das rimas simples e puras
    Senhor de campo e planuras
    Da gaita, do potro e do verso

    Teu canto é um universo buscando crença passadas
    Saudades enraizadas no interior de nós mesmos
    Que vão se boleando a esmo
    Das rimas que são potreadas

    Num bordoneio minuano quebrei o sono das horas
    E a noite calçou esporas no garrão do campo antigo
    Quem sabe fale comigo, um pirilampo charrua
    Que conhece a noite crua, poemas das madrugadas

    E essa décima potreada chega a Deus no andar da lua
    Deixo meu mouro na estaca, se precisar salto em pêlo
    Pra atacar algum sinuelo, da tropa das utopias
    Pra que a voz das tolderias permaneça em acalanto

    E é po isso, portanto que larguei meus parilleros
    Pois me sobram os herdeiros na sucessão do meu canto

    Composição: CESAR OLIVEIRA / Eliézer Tadeu Dias De Souza. Essa informação está errada? Nos avise.

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