
Faz de Conta
César Passarinho
Infância, memória e tradição em “Faz de Conta”
“Faz de Conta”, de César Passarinho, retrata com sensibilidade a infância no meio rural gaúcho, destacando como as brincadeiras eram fundamentais para a formação da identidade e da imaginação das crianças. No trecho “calça curta, pés descalços / e pra defender meu pago / uma espada de alecrim”, o artista mostra como objetos simples do cotidiano, como uma espada feita de alecrim, ganhavam significado nas aventuras infantis, simbolizando tanto a criatividade quanto o apego à terra natal. A menção a figuras históricas como Honório Lemes e Flores da Cunha reforça o papel dos heróis regionais na construção das fantasias, permitindo que as crianças se vissem como “herói” ou “bandido” conforme a imaginação.
O tom nostálgico da música se intensifica ao abordar a perda desse universo lúdico. No verso “E o piá de estância de agora / já não tem a quem copiar”, Passarinho lamenta que as novas gerações estejam distantes das referências heroicas e das brincadeiras tradicionais, resultado das mudanças sociais e culturais. O trecho “para os sonhos de crianças / que o próprio tempo ariscou” destaca como o tempo apaga essas experiências, transformando-as em memórias doces, mas inalcançáveis. Assim, a canção celebra a infância e suas fantasias, ao mesmo tempo em que faz uma crítica sutil à modernidade e à perda de valores e referências do passado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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