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Bia Lulucha

Cesária Évora

Saudade e separação em “Bia Lulucha” de Cesária Évora

Em “Bia Lulucha”, Cesária Évora retrata a dor da separação e a saudade, temas centrais na cultura cabo-verdiana. A repetição do verso “ta bai, ta bai, ta bai Foge i Brava” (“vai, vai, vai Fogo e Brava”) não só reforça a inevitabilidade da partida, mas também faz referência direta às ilhas de Fogo e Brava, simbolizando as distâncias físicas e emocionais que marcam a vida em Cabo Verde. O contexto da música mostra um amante que parte, passando por Mindelo, enquanto Bia Lulucha permanece, chorando pela ausência, o que acentua o tom nostálgico típico da morna interpretada por Cesária Évora.

A letra utiliza expressões como “konsolansa” (consolo), “perdisãu” (perdição) e “kozinha fofa” (coisinha fofa) para mostrar o carinho, a dependência e o sofrimento envolvidos na relação. O refrão, ao afirmar que quem fica “ta fika ta txora” (“fica chorando”), expressa de forma simples e direta a tristeza de quem vê alguém partir. Essa dor é um reflexo da experiência de muitos cabo-verdianos, marcada pela migração e pela distância entre as ilhas. Assim, “Bia Lulucha” se destaca como uma homenagem à saudade, à força dos laços afetivos e à melancolia de quem permanece, tudo transmitido com a sensibilidade característica de Cesária Évora.

Composição: Jörgen Elofsson. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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