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Lua Nha Testemunha

Cesária Évora

Solidão e esperança em “Lua Nha Testemunha” de Cesária Évora

Em “Lua Nha Testemunha”, Cesária Évora transforma a lua em confidente da narradora, expressando uma solidão profunda e a necessidade de ser compreendida na ausência do ser amado. O uso do crioulo cabo-verdiano reforça a intimidade e a autenticidade do desabafo, criando uma atmosfera marcada pela saudade. Quando a letra diz: “Lua nha konpanhera di solidãu / Lua, vagabundu di spas / Ki konxê tudu nha vida, nha desventura” (“Lua, minha companheira de solidão / Lua, vagabunda dos espaços / Que conhece toda a minha vida, minha desventura”), a lua se torna testemunha silenciosa das dores e dificuldades enfrentadas, um recurso comum nas mornas compostas por B. Leza, que inspirou a canção.

A metáfora do “jogu di kabra-séga” (jogo de cabra-cega) é fundamental para entender o sentimento de desorientação da narradora. Ela se sente perdida e constantemente surpreendida pelas dores que a vida traz, como nos versos: “Pa kada vólta ki mundu da, el ta traze-m un dor / Pa N txiga más pa Deus” (“A cada volta que o mundo dá, ele me traz uma dor / Para eu chegar mais perto de Deus”). Essa imagem reforça a ideia de que o sofrimento é cíclico e inevitável, e que a esperança de alívio está em Deus. A interpretação de Cesária Évora, com sua voz serena e emotiva, intensifica a sensação de resignação e esperança silenciosa diante das adversidades, tornando a música um retrato sensível da solidão de quem sofre à distância.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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