
Tudo Tem Se Limite
Cesária Évora
Crítica social e esperança em "Tudo Tem Se Limite"
"Tudo Tem Se Limite", interpretada por Cesária Évora, faz uma crítica direta à distância entre as elites e o povo de Cabo Verde. A letra, escrita por Manuel de Novas, destaca como muitos que ocupam posições de poder não conhecem de fato as dificuldades enfrentadas pela população. Um trecho marcante, “pobreza pa bo é lénda di jente jintil” (pobreza para você é lenda de gente gentil), evidencia que, para essas pessoas, a pobreza é apenas uma história distante, sem conexão real com suas vidas. Essa abordagem reforça a crítica à insensibilidade e à falta de empatia de quem julga a realidade do país sem ter vivido suas dificuldades.
A música também utiliza a repetição de profissões como “marinher, karpinter, peskador” para mostrar que o interlocutor desconhece o trabalho árduo e a luta diária da maioria dos cabo-verdianos. Além disso, versos como “La di bo tribuna, bo ta insulta / E kalunia te Deus na séu” (Lá da sua tribuna, você insulta / E calunia até Deus no céu) denunciam o abuso de poder e a arrogância de quem se sente intocável. O refrão “tude ten limite / Bo puder ka é infinite, é li k'é Kabverde” (tudo tem limite / seu poder não é infinito, aqui é Cabo Verde) traz uma mensagem de esperança, lembrando que a injustiça não dura para sempre e que o povo merece respeito. A canção, assim, mistura indignação e desejo de mudança, tornando-se um retrato fiel das tensões sociais do país.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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