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Rotcha Scribida

Cesária Évora

Luto e saudade materna em "Rotcha Scribida" de Cesária Évora

Em "Rotcha Scribida", Cesária Évora utiliza o cenário simples de Rotcha Scribida para destacar a força dos acontecimentos cotidianos e como eles podem ser interrompidos por perdas inesperadas. A cena em que a personagem sai para colher "tres kaninha verde" (três canas verdes) mostra uma rotina comum, mas o retorno marcado pela morte de Mam Bia evidencia como a vida pode mudar de forma abrupta. Essa transição entre o cotidiano e o trágico é um dos pontos centrais da música, reforçando temas como saudade e a inevitabilidade da perda, tão presentes na morna cabo-verdiana.

O refrão “Oi, mai, oi, manbia... Adeus, nha mai Mari da Krus!” expressa o lamento e a despedida, ganhando ainda mais significado ao sabermos que Cesária Évora dedicou a canção à sua própria mãe. A repetição do nome “Mari da Krus” torna a dor pessoal, mas também acessível a todos que já sentiram a perda de alguém querido. O verso “Manbia fla-m: Nha fidje, Deus ta konpanhó-be” (Mam Bia me disse: Minha filha, Deus te acompanhe) reforça o vínculo afetivo e a bênção materna, que permanece mesmo após a morte. Assim, a música se transforma em um tributo à memória e à presença materna, ecoando a saudade que faz parte da cultura e das histórias de Cabo Verde.

Composição: Amandio Cabral. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Robinson. Revisões por 2 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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