
Ménilmontant
Charles Trénet
Memórias e afeto no bairro em “Ménilmontant” de Charles Trénet
A música “Ménilmontant”, de Charles Trénet, explora como as lembranças de um bairro podem se tornar um verdadeiro refúgio emocional. Trénet associa lugares específicos, como a pequena igreja, a velha casa cinza e a estação de trem, a sentimentos profundos de felicidade, saudade e pertencimento. No verso “C'est là que j'ai laissé mon cœur / C'est là que je viens retrouver mon âme” (É lá que deixei meu coração / É lá que venho reencontrar minha alma), ele mostra que Ménilmontant não é apenas um cenário, mas o guardião de tudo o que considera mais precioso: sua alegria, sua essência e suas memórias mais queridas.
O contexto histórico e social do bairro aparece em detalhes do cotidiano, como a “midinette” almoçando no bistrô e a “pipelette” lendo jornais, criando um retrato vívido da vida em Ménilmontant nos anos 1930. Esses elementos reforçam o tom nostálgico e afetuoso da música, mostrando que a saudade de Trénet envolve não só os lugares, mas também as pessoas e os hábitos que faziam parte desse ambiente. Ao dizer “Je suis pas poète / Mais je suis ému” (Não sou poeta / Mas estou emocionado), Trénet admite que, mesmo sem se considerar um poeta, é tomado por emoções intensas ao revisitar essas lembranças, especialmente ao mencionar a mãe e o “roman d'amour poétique et pathétique” (romance de amor poético e patético). Assim, “Ménilmontant” celebra a memória, a simplicidade e o afeto que unem uma pessoa ao lugar onde construiu sua história.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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