Entre o Céu e o Adeus

Charlie Bay

Eu tentei seguir, mas o tempo não curou
As marcas que você deixou
Nos lençóis, nas lembranças, no meu tom
Tudo ainda fala de nós dois

E quando o vento vem soprar seu nome em mim
Eu sinto o frio de um fim sem razão
Mas ainda escuto a sua voz dizendo assim
Amor, não solta a minha mão

Entre o céu e o adeus, eu me perco em você
Um grito no silêncio, tentando entender
Se o amor que era eterno
Virou pó no inverno
Ou se ainda vive em mim, por querer te esquecer

Tantas promessas no chão, pedaços do que eu fui
Nos teus olhos, o que restou de luz
E se eu chorar, é só pra não gritar
O quanto dói te imaginar

E quando o vento vem soprar seu nome em mim
Eu sinto o frio de um fim sem razão
Mas ainda escuto a sua voz dizendo assim
Amor, não solta a minha mão

Entre o céu e o adeus, eu me perco em você
Um grito no silêncio, tentando entender
Se o amor que era eterno
Virou pó no inverno
Ou se ainda vive em mim, por querer te esquecer

E se o destino quiser brincar
De me fazer te reencontrar
Prometo que não vou fugir
Mas não vou mais me destruir

Entre o céu e o adeus, eu escolho viver
Mesmo que doa, preciso renascer
Se o amor que era eterno
Virou pó no inverno
Hoje eu deixo ir, pra poder me entender


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