Memória e resistência política em “1964” de Charlotte Matou Um Cara
A música “1964”, da banda Charlotte Matou Um Cara, faz um alerta direto sobre os perigos do esquecimento histórico no Brasil. O verso “Povo que não conhece a sua história / Está condenado a repeti-la” resume o principal recado da canção: a necessidade de lembrar os horrores do regime militar, como tortura, assassinatos e repressão, para evitar que tragédias semelhantes se repitam. A letra também critica o ressurgimento de discursos autoritários e a exaltação de torturadores em cargos de poder, como fica claro na menção à “faixa presidência do Brasil”.
O contexto da banda, formada por mulheres e influenciada pelo feminismo interseccional e pelo movimento riot grrrl, reforça o tom de resistência e denúncia, especialmente ao dar visibilidade às mulheres que sofreram e resistiram durante a ditadura. A música homenageia vítimas e sobreviventes do regime, citando nomes como Herzog, Merlino, Ieda, Rubens Paiva e, principalmente, mulheres como Amélia Telles, Dilma Rousseff, Eleonora Menicucci, Criméia de Almeida e Dulcineia. A referência às “donzelas da torre” destaca as presas políticas torturadas no DOI-CODI de São Paulo. Ao citar esses nomes e afirmar “presente!”, a canção transforma o luto em luta, reforçando a importância de lembrar para resistir e existir. O tom direto e sério da música, aliado ao contexto recente de pedidos de intervenção militar, faz dela um manifesto contra o esquecimento e um chamado à justiça e à resistência democrática.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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