
Los Dinosaurios
Charly García
Memória e esperança em "Los Dinosaurios" de Charly García
Em "Los Dinosaurios", Charly García retrata o clima de medo e incerteza vivido durante a ditadura argentina, quando desaparecimentos forçados eram parte do cotidiano. A letra destaca como pessoas próximas — amigos, artistas, amores — podiam sumir de repente, transmitindo uma sensação de vulnerabilidade coletiva. O trecho “No estoy tranquilo, mi amor / Hoy es sábado a la noche, un amigo está en cana” mostra como a repressão afetava até os momentos mais íntimos, revelando o impacto pessoal e social do regime.
A metáfora dos “dinosaurios” é central na música. Embora García tenha dito que pensava mais no sentimento de ausência do que em uma crítica direta aos militares, o contexto histórico levou muitos a entenderem os “dinossauros” como referência aos militares da ditadura — figuras antigas e opressoras, destinadas a desaparecer. Assim, a frase “Pero los dinosaurios van a desaparecer” traz um duplo sentido: além de consolar diante das perdas humanas, sugere esperança de que o regime opressor também terá fim. A música equilibra tristeza e resistência, tornando-se um símbolo de memória e luta contra o esquecimento dos crimes da ditadura.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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