
Canto Ao Pescador
Cheiro De Amor
Tradição e ancestralidade em “Canto Ao Pescador”
“Canto Ao Pescador”, do Cheiro De Amor, destaca a forte ligação entre a cultura afro-brasileira e a vida cotidiana dos pescadores, especialmente na Bahia. A menção ao “dois de fevereiro” como dia de Iemanjá evidencia o respeito às tradições religiosas do candomblé, onde a celebração à deusa do mar é um dos rituais mais importantes da região. A letra mostra que o mar é mais do que fonte de sustento: é espaço de fé, ancestralidade e conexão espiritual. O verso “Levo-te oferendas para lhe ofertar / E sem idolatria Olodum seguirá” reforça a devoção equilibrada, sem fanatismo, e destaca o Olodum como símbolo de resistência negra e luta contra o racismo, promovendo a paz e o orgulho cultural.
A canção também homenageia Dorival Caymmi, referência na música baiana por retratar o universo dos pescadores. Ao citar “Olodum, navio negreiro / Atracou em Salvador / Trouxe a música emitindo ideais da negra cor”, a música faz uma analogia entre o grupo Olodum e a história da diáspora africana, transformando a dor da escravidão em força cultural. O mar aparece como condutor de memórias e heranças, e a canção celebra a capacidade de ressignificar o passado, promovendo união, esperança e alegria. O tom leve e otimista, presente em versos como “Minha jangada vai sair pro mar / Vou trabalhar meu bem querer”, valoriza o trabalho, a fé e a coletividade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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