
Carcará
Chico Buarque
A força e resistência do povo em "Carcará" de Chico Buarque
Em "Carcará", Chico Buarque utiliza a figura do carcará, uma ave de rapina típica do sertão, como símbolo da luta e da sobrevivência do povo nordestino diante das adversidades. Ao descrever o animal como “um bicho que avoa que nem avião” e “mais coragem do que home”, a letra destaca a força, a coragem e a resiliência necessárias para enfrentar a seca e a fome que marcam a região. O carcará, que “pega, mata e come” tudo o que encontra, inclusive “cobra queimada” e “burrego novinho”, representa a necessidade de sobreviver a qualquer custo, refletindo a dura realidade de quem vive no sertão.
Lançada em 1965 e eternizada na voz de Maria Bethânia no espetáculo "Opinião", a música se insere no contexto da ditadura militar e se destaca como uma canção de protesto. A escolha do carcará como símbolo central serve para denunciar as condições brutais impostas à população nordestina e a negligência do poder público. Com uma linguagem simples e regional, Chico Buarque transforma o carcará em um emblema de resistência e coragem, ao mesmo tempo em que faz uma crítica social contundente às desigualdades e à opressão vividas no Brasil daquela época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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