
Sonhos Sonhos São
Chico Buarque
Viagens e desencontros em “Sonhos Sonhos São”, de Chico Buarque
Em “Sonhos Sonhos São”, Chico Buarque utiliza imagens surreais e deslocamentos por cidades como Cairo, Lima, Calcutá, Lisboa, Macau, Maputo, Meca e Bogotá para criar uma atmosfera de desenraizamento e constante fuga, típica do universo dos sonhos. Essas cidades não servem apenas como cenários exóticos, mas reforçam a sensação de busca incessante por algo que nunca se alcança, especialmente no campo afetivo. A presença de figuras como “governantes da América Latina” e “pálidos economistas” contribui para o tom onírico e absurdo, misturando situações improváveis à melancolia de quem percebe a efemeridade dos próprios desejos.
A letra revela um tom introspectivo e melancólico, principalmente ao tratar da relação com a pessoa amada, que nunca se concretiza: “Mas porque na verdade não me queres mais / Aliás, nunca na vida foste minha”. Essa constatação final mostra que o amor era apenas uma ilusão, reforçando o tema central da música: a fragilidade dos sonhos e a impossibilidade de controlar ou possuir aquilo que se deseja. Situações como “aliso teus seios e toco / Exaltado coração” e “atirar pérolas para uma legião de famintos” funcionam como metáforas para a intensidade e a frustração dos sentimentos vividos apenas no plano do sonho. Assim, Chico Buarque constrói uma narrativa que oscila entre desejo e desilusão, usando o surrealismo dos sonhos para falar sobre solidão e a busca por sentido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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