
A Camisola do Dia
Chico Buarque
Memória e perda em "A Camisola do Dia" de Chico Buarque
Em "A Camisola do Dia", Chico Buarque utiliza a camisola como símbolo central para representar a lembrança de um tempo de felicidade e intimidade que já não existe mais. A descrição minuciosa da peça, como em “um céu azul de organdi” e “rendas de Sevilha”, destaca o valor e a delicadeza do relacionamento vivido. O tecido fino e transparente da camisola sugere tanto a beleza quanto a fragilidade desse amor, reforçando a ideia de que a relação era preciosa, mas também vulnerável ao tempo.
A música, composta originalmente por Herivelto Martins e David Nasser, traz a camisola como metáfora da própria relação: bela, efêmera e marcada pela passagem dos anos. Quando a peça “desbotou, perdeu a cor”, isso reflete a transformação dos sentimentos e a solidão que surge após o fim do romance. O verso “abandonada no leito que nunca mais foi desfeito pelas vigílias de amor” evidencia o vazio deixado pela ausência da pessoa amada, tornando o ambiente antes cheio de vida agora estático e sem propósito. Dessa forma, a canção constrói uma atmosfera nostálgica, onde a memória de um amor passado é preservada em detalhes sensoriais e objetos do cotidiano, ressaltando tanto a dor da perda quanto a beleza do que foi vivido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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