
Tema de "Os Inconfidentes"
Chico Buarque
Crítica social e memória histórica em “Tema de "Os Inconfidentes"”
Em “Tema de "Os Inconfidentes"”, Chico Buarque faz uma crítica contundente à inversão de valores em sociedades opressoras, especialmente durante períodos de repressão política. O verso repetido “Quem não presta fica vivo / Quem é bom, mandam matar” expõe como, nesses contextos, a justiça é sufocada e a corrupção permanece impune. Ao adaptar o poema de Cecília Meireles, Chico utiliza a Inconfidência Mineira como referência histórica para dialogar com o Brasil dos anos 1970, época da ditadura militar, sugerindo que a repressão aos que lutam por liberdade é um ciclo recorrente na história nacional.
A citação do lema “Liberdade ainda que tarde” liga diretamente a canção ao movimento dos inconfidentes, reforçando o desejo de emancipação mesmo diante do sofrimento e do descrédito popular. O trecho “Por aqui passava um homem / (E como o povo se ria!)” evidencia a solidão e o escárnio enfrentados por quem desafia o sistema, enquanto a pergunta “Mas, por ele, quem trabalha?” mostra o abandono dos líderes idealistas após sua queda. O arranjo orquestral e a participação do MPB4 criam uma atmosfera sóbria, transmitindo luto e reflexão sobre o preço da luta por justiça e liberdade, ao mesmo tempo em que denunciam a indiferença e a covardia coletiva diante da opressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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