
Barafunda
Chico Buarque
Memória e celebração em “Barafunda” de Chico Buarque
Em “Barafunda”, Chico Buarque aborda de forma leve e bem-humorada a confusão das lembranças que surge com o passar do tempo. O título, que significa confusão, já antecipa o tema central: a mistura de fatos, nomes e lugares na memória. Chico utiliza exemplos como “Era Aurora / Não, era Aurélia / Ou era Ariela” e “Foi na Penha / Não, foi na Glória” para mostrar como as recordações se embaralham, refletindo a desordem mental típica do envelhecimento, algo que ele próprio reconheceu estar vivenciando.
A música também faz referência a figuras marcantes como Garrincha, Cartola e Mandela, além de bairros cariocas como Penha e Glória. Essas menções reforçam a ideia de que memórias afetivas – sejam ligadas ao futebol, à música ou a amores antigos – se misturam e se sobrepõem, criando uma narrativa nostálgica, mas cheia de energia. No trecho “Salve o dia azul / Salve a festa / E salve a floresta, salve a poesia / E salve este samba antes que o esquecimento / Baixe seu manto / Seu manto cinzento”, Chico expressa o desejo de preservar a alegria e a poesia da vida antes que o esquecimento, inevitável com a idade, apague essas lembranças. Apesar da confusão, a música termina celebrando a beleza da vida com “A vida é bela”, mostrando que, mesmo com as falhas da memória, o espírito permanece jovem e festivo, como o próprio Chico destacou em entrevistas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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