
Filosofia
Chico Buarque
Ironia e resistência social em "Filosofia" de Chico Buarque
Em "Filosofia", Chico Buarque utiliza a ironia para abordar o julgamento social e a pressão por aparências. O narrador, ao invés de se abater pelas críticas e exclusão, responde com indiferença e deboche. O verso “Vou fingindo que sou rico para ninguém zombar de mim” revela a necessidade de aparentar sucesso em uma sociedade que valoriza mais a imagem do que a essência, ao mesmo tempo em que expõe a hipocrisia dos padrões sociais.
O contexto da regravação por Chico Buarque, durante o regime militar, reforça essa mensagem. Ao escolher esse samba, Chico transforma a leveza e o humor em formas de resistência cultural, sugerindo que a indiferença e o sarcasmo podem ser estratégias contra a repressão e a censura. A música também critica diretamente a elite, como no trecho “Quanto a você da aristocracia, que tem dinheiro mas não compra alegria”, contrapondo a liberdade do sambista à prisão emocional de quem vive de aparências. O samba é apresentado como um refúgio e uma filosofia de vida, permitindo ao narrador enfrentar o preconceito sem perder a leveza. "Filosofia" celebra a autenticidade e a resistência, mostrando que, mesmo chamado de "vagabundo", o sambista encontra dignidade e alegria em sua arte, enquanto denuncia a superficialidade de quem segue cegamente as normas sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Chico Buarque e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: