
As Vitrines
Chico Buarque
Desejo e distância em “As Vitrines” de Chico Buarque
Em “As Vitrines”, Chico Buarque explora o tema do desejo contido e da distância emocional por meio de imagens urbanas. A cena central da música mostra o eu lírico observando uma mulher através das vitrines da cidade, criando um jogo de reflexos e transparências que simboliza tanto a proximidade física quanto a impossibilidade de contato real. O verso “passas em exposição, passas sem ver teu vigia” destaca a sensação de invisibilidade do observador, que acompanha a mulher com o olhar, mas permanece ignorado por ela. Esse cenário urbano, com letreiros e vitrines, reforça a ideia de encontros passageiros e do anonimato típico das grandes cidades, tornando a relação entre os personagens ainda mais distante e incerta.
A melodia da canção, que cresce até o clímax em “na galeria”, reflete o esforço do narrador em controlar suas emoções diante da imprevisibilidade da mulher. Os arranjos de cordas e piano, característicos do bolero, intensificam a atmosfera melancólica e o drama de quem ama à distância, sem poder se aproximar. A cidade é descrita como “um vão”, sugerindo um espaço de vazio e desencontro, enquanto a mulher, com sua leveza, passa deixando rastros de poesia sem perceber o impacto que causa. Assim, “As Vitrines” transforma o cotidiano urbano em cenário para um sentimento silencioso, profundo e doloroso, marcado pelo fascínio e pela impossibilidade de alcançar quem se ama.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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